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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Xiaowei Zhai e Ma Li

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Quem é que não se lembra dos maravilhosos bailarinos que encantaram em um dos vídeos que postei aqui? (Clique para vê a postagem)
Na época não sabia nada sobre eles. Nem se quer seus nomes. Pois então pesquisei sobre, para poder compartilhar com vocês. Na minha pesquisa, estava apenas procurando matar minha curiosidade e a de vocês, sobre a vida desses talentos. Mas fui surpreendida com uma emocionante história, que emociona tanto quanto suas danças.
Todos sabemos que dentre as muitas maneiras que a deficiência física pode existir, em sua maioria pode desestimular qualquer um a aprender uma dança, ou até mesmo continuá-la. Pois exige um esforço físico muito maior que de uma pessoa sem ela.

Graças a Deus existem ONGs  e projetos que estimulam a inclusão de pessoas com deficiência física nas danças em geral. Mas mesmo com isso nem sempre é fácil emocionalmente para uma pessoal com essa dificuldade superá-la diante de si mesma, e diante da sociedade, que por mais que não queiramos se torna cruel muitas vezes.
Foi por cima de tudo isso que Xiaowei Zhai e Ma Li passaram pra agarrar novamente seu sonho de serem dançarinos.
Ma era a caçula nascida de uma família da classe trabalhadora em Zhuma Dian.
"Meus pais me impediram de fazer o trabalho pesado, que me permitiu mergulhar totalmente no que eu adoro", diz ela. Ma, que sempre gostou de dançar, foi matriculada em uma faculdade de arte depois do ginásio. Ela passou e se juntou a um grupo de arte em Qingdao Província e mais tarde se tornou uma dançarina profissional.
Mas o trágico dia de seu acidente de carro em 1996, aparentemente havia quebrado o seu futuro promissor. "Quando recuperei a consciência no hospital, eu encontrei meus pais, minhas irmãs e irmãos, eles foram todos ao meu redor, seus olhos cheios de lágrimas", lembra.Na época, ela estava sem saber direito sobre o que tinha acontecido com ela e insistentemente consolou-los - ou seja, até que ela tentou pegar um copo de água.
"Não houve força do meu lado direito, e fiquei chocada quando voltei a minha roupa de cama e não havia braço lá", diz ela. A mulher, que até então, era apenas uma garota de 19 anos de idade, precisava de uma amputação devido a necrose do tecido ósseo resultantes do acidente. Isso foi devastador. Para ela, a dança, que foi sua vida, exigia a linguagem do corpo perfeito. "Como poderia ser feito com deformidade física?" ela perguntou a si mesma.
Ela se levou ao desespero, e por um ano inteiro, se isolou em sua casa. Ela tentou se matar mas foi salva por seus pais. Em seguida, Ma Li encontrou a força para viver. Ma Li teve que aprender a fazer tudo: como escrever, pentear, cozinhar, lavar roupa ... Ela teve que aprender a ser uma pessoa independente novamente.
Ela se formou pela escola de design e ganhou a vida vendendo roupas e frutas no mercado. Ela também abriu uma pequena livraria, que se tornou Ma sucesso e inspirou para recuperar sua auto-confiança.
Em abril de 2001, ela respondeu uma chamada de Federação Henan Pessoas com deficiência (HDPF) que a convidou para participar de festival nacional de uma pessoa com deficiência art.
"Eu me senti surpresa e triste ao encontrar meu lado imperfeito que seria exposto em público", diz ela."Na verdade, eu estava um pouco com medo de encarar a realidade e duvidou que um dançarino com apenas um braço pudesse girar." Com o incentivo de sua família, reuniu a coragem e resolveu aceitar o convite.
"Eu vi um monte de pessoas com deficiência na HDPF, e de repente, um forte sentimento de auto-reunificação me dominou. Vi o meu verdadeiro eu", diz Ma. "A busca da arte me impressionou e me levou a seguir o meu dever e meu coração."
Ela chorou lágrimas de alegria ao completar sua performance de dança no festival, e mais tarde foi selecionada como a campeã do festival.
Para prosseguir o seu sonho, Ma chegou a Pequim apenas em 2002 para começar uma nova vida. Ela se juntou a vários conjuntos de arte na capital, e as oportunidades começaram a chegar a dança nova.
Em 2005, Ma voltou a Henna, onde criou uma outra dança, Hand in Hand. "Eu estava procurando um parceiro do sexo masculino até que encontrei Zhai ", diz ela.
Quando Zhai tinha 4 anos de idade ele caiu de um trator e perdeu a perna esquerda. Seu pai, no momento em que ficou sabendo falou para ele, "O médico vai ter que amputar sua perna. Está com medo?" Zhai não podia compreender o que seria tão diferente assim ele disse: "Não". Seu pai disse: "Você vai enfrentar muitos desafios e dificuldades na vida, você tem medo?" Zhai perguntou: "Quais são os desafios e dificuldades? Será que eles tem gosto bom?" Seu pai riu com lágrimas: "Sim, eles são como seus doces favoritos. Você só precisa comer um pedaço de cada vez!" (Então, seu pai correu para fora do quarto em lágrimas.) Zhai sempre foi muito otimista e atlético, ciclista com um grande senso de humor.
Ma foi até ele um dia quando estava treinando e perguntou: “Você gosta de dançar", Zhai disse. "Sua pergunta realmente me chocou. Como eu poderia dançar com uma perna só?" Por causa de suas roupas especializadas, que escondia sua deficiência, Zhai não percebeu que Ma só tinha um braço. Ele se sentiu ofendido pelas perguntas dela, então ficou somente em silêncio diante das próximas: "Qual é o seu nome" "Qual é o seu número de telefone?" "Onde você mora?". Mas a persistente Ma deu-lhe um bilhete para um espetáculo de dança, dois dias depois.
"A menina dançou tão eletrificada que meu cabelo se arrepiou! Ela dançou graciosamente, mesmo ela só tendo um braço", Zhai disse. "'Então, eu pensei, é por isso que ela me encheu com essas perguntas!" Foi aí que ele aceitou sua proposta e ele começou sua carreira dançando a partir do zero.
"Eu muitas vezes não conseguiu manter o equilíbrio quando segurando-a, por isso cai muito", Zhai disse, recordando uma queda em que ele deslocou o ombro.
Ma Li e Zhai fizeram seu treinamento intensivo da prática por mais de um ano, no dia a dia, de 08:00 ás 23:00. A maioria de nós nem pode imaginar o tipo de desafios e dificuldades que enfrentavam. Tanta determinação tem sido para a realização deste desempenho. 
Após dois anos de treinamento juntos, a dupla decidiu entrar no concurso de dança 4 CCTV. "Tínhamos medo de que seríamos rejeitados pelos organizadores quando submetidos à metragem da nossa dança", diz Ma. "Mas para minha surpresa, eles chamaram de volta e parecia realmente interessado em nós."
E eles continuaram até que foram selecionados como os campeões - campeões que ganharam, em grande parte, porque, apesar de ambos perderem membros, eles se recusaram a deixar seus espíritos serem perdidos.
Diante dessas histórias e de muitas outras que existem, podemos afirmar que: A dança é para todos que tem amor por ela!








quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Internacional da Síndrome de Down

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O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de março, porque esta data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006.

É hoje!!

Mesmo tão atarefada ("pirando o cabeção") pensando no meu tcc, que por sinal tem o tema do ballet para crianças portadoras da síndrome de Down, não podia deixar de arranjar um tempinho pra vim por aqui comemorar com vocês essa data tão especial.

É no clima de comemoração queria compartilhar, que eu já comprei o meu livro "A Eficiência na Deficiência" que, elaborado pela família e escrito pelo seu pai João Tomaz da Silva, conta um pouco da história de Aline Fávaro Tomaz, bailarina clássica portadora da síndrome de Down. Ainda não chegou, mas estou ansiosa para sua leitura. Assim que lê venho com certeza compartilhar sobre o que achei do livro. Mas desde já está leitura está recomendadíssima para todos.

E fechando este post, resolvi juntar aqui os links das postagens sobre este tema. Pois então quem não teve a oportunidade de ler quando as postagens foram publicadas, agora vai poder. E quem já leu vai poder ter o prazer de ler novamente.

Aline Fávaro Tomaz - Bailarina Especial ;)

Síndrome de Down (Trissomia 21)

Bailarina Down - Aline Fávaro Tomaz

Aline Fávaro Tomaz - Bailarina Especial ;)

Camila Tamara - Bailarina Especial ;)

Obs: Apesar de algumas postagens (quase todas) terem alguns nomes iguais ou parecidos, são todas postagens diferentes.

Fonte sobre a origem do Dia Internacional da Síndrome de Down: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Beijos e até a próxima ;)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Superação

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Mais uma vez durante minhas pesquisas no Youtube, encontrei um vídeo que por mais q não tenha a síndrome de Down (que é meu tema de pesquisa) como o objetivo a ser superado, não tive como não publicar aqui essa dança tão maravilhosa e envolvente. Eles conseguem nos transmitir seus sentimentos de uma maneira incrível atravez da dança. E suas deficiências físicas, tornam-se praticamente invisíveis, diante de tanta beleza e perfeição de movimentos. Realmente queria ter palavras mais grandiosas para descreve-los, mas sinto q somente vendo, vcs poderão entender a emoção q estou sentindo. E espero q vcs possam sentir essa emoção bem no fundo da alma, vendo esses artistas que não se limitaram ás suas próprias limitações.



Infelizmente não tinha na descrição do vídeo, o nome deles. Mas se alguém souber é só falar =)


Beijos e até a próxima ;)

Aline Fávaro Tomaz - Bailarina Especial ;)

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" o Down é apenas um detalhe, ser uma bailarina passou a ser o tema mais importante" João Tomaz da Silva, pai de Aline. Essa frase ele falou na entrevista logo ai em baixo, de tão simples e verdadeira, achei uma das mais bonitas que escutei.




Beijos e até a próxima ;)

Aline Fávaro Tomaz - Bailarina Especial ;)

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Oiii ;)
Vim aqui só pra mostrar uns vídeos da Aline dançando algumas coreografias. Muitoo linda! Vale a pena conferir o pq, de acordo com as próprias palavras de seu pai, " o Down é apenas um detalhe, ser uma bailarina passou a ser o tema mais importante" João Tomaz da Silva, pai de Aline.

Os dois vídeos a seguir são da coreografia "Fim de Tarde", da coreografa Maria Helena Puente.





Os próximos vídeos não tinham descrições de nome de coreografia e nem o coreografo(a).








Beijos e até a próxima ;)

Camila Tamara - Bailarina Especial ;)

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Oieee!
Durante minhas pesquisas por vídeos no YouTube, de portadores da síndrome de Down dançando ballet, encontrei mais uma pessoa muito especial que encanta com sua graça e delicadeza ao mostrar sua arte. Ela ainda não se apresenta com as tão sonhadas sapatilhas d ponta, mas creio eu, q isso é só uma questão de tempo. Logo, logo, vai ser mais uma q junto com a Aline, vai tornar a sapatilha de ponta mais uma coisa normal na vida dos portadores da síndrome de Down.
Ai vão alguns vídeos contando um pouquinho sobre ela.



Neste aqui ela dança juntamente com um rapaz, que acredito pela descrição do vídeo, tb ser portador da síndrome de Down. Mas infelizmente no vídeo só consta seu primeiro nome "Leonardo".




Beijos e até a próxima ;)

sexta-feira, 11 de março de 2011

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Oiee
Nossa hj vim com muita alegria falar mais uma vez da Aline. Mas dessa vez com um gostinho especial. Pois seu pai comentou, na outra postagem sobre ela, falando que tinha achado muito bonito meu trabalho. Quer coisa melhor pra ficar alegre?
Bom vai ai mais um video falando sobre ela. Mas esse é um dos videos mais emocionantes que eu ja vi. Tenho que confessar que não pude conter as lagrias ao vê-lo, então por isso vim compartilha-lo com vcs.
Espero que esse video possa tocar o coração de vcs assim, como tocou o meu. E que o recado por ele passado, possa mudar a vida de muitas pessoas que ainda pensam que não se pode ter uma vida feliz e praticamente normal, quando se nasce com algum tipo nescessidade especial.
Então é isso, vai ai o video...



Beijos e até a próxima ;)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Bailarina Down - Aline Fávaro Tomaz

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Oiee!!
Hoje vim falar de um a moça muito especial. Uma bailarina. Mas não uma bailarina qualquer, mas uma q venceu suas dificuldades e desafiou os preconceitos para se tornar o que é hoje.
Ela tem Síndrome de Down, mas isso não impediu de fazer o que ama.
A família elaborou um livro falando sobre ela, você pode ficar sabendo um pouco mais sobre ele no site oficial dela.
Ai vão uns vídeos que contam toda a história dela, vale a pena conferir. E também umas fotos que demonstram um pouco de seu talento.



















beijos e até a próxima ;)

Síndrome de Down (Trissomia 21)

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Oiee. Bom hoje vim falar de um assunto de bastante importância para todos nós termos conhecimento.
Meu objeto de pesquisa para meu tcc (isso mesmo, estou na faculdade. Curso de licenciatura em dança na UFPA :D to ainda no inicio, vo começar o segundo ano, mas já to pensando no meu tcc) trata-se do estudo para uma possível didática, a usar com crianças com síndrome de Down, para ensinar-lhes o ballet clássico. Respeitando seus limites e aprimorando suas capacidades.

Quando comecei a pensar qual seria minha pesquisa de campo, logo me veio em mente visitar locais, onde a pratica de ensinar ballet para essas crianças fossem utilizada. Mas logo no momento em que pensei, senti uma carência. O que eu iria perguntar na hora da entrevista? Quais seriam as dificuldades que eu iria ter que enxergar, para entender a didática do educador, ao ajudar com que a criança possa superá-las?

Tudo isso me fez enxergar que minha pesquisa deveria começar totalmente voltada para, aprender e entender sobre a doença. Para depois dedicar-me a entender sua forma de aprendizado. Então em seguida minha pesquisa seria voltada a pratica, que seria a visita de locais que tivessem esse tipo de trabalho, entrevistas com os educadores e quem sabe podendo interagir como esse meio.

Para compreender a doença dediquei-me a pesquisas infográficas na internet e bibliográficas em artigos no CENTUR.

Com minhas pesquisas obtive os seguintes materias para somar com meus conhecimentos básicos já contidos sobre a doença, e esclarecer minhas duvidas sobre a mesma.


Primeiramente, o que é a Síndrome de Down?

É um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra, total ou parcialmente.

Quais suas causas?

Esta síndrome engloba várias alterações genéticas das quais a trissomia do cromossoma 21 é a mais freqüente.

As alterações genéticas são: Trissomia 21, Translocação Robertsoniana e Mosaicismo.

Trissomia 21



A trissomia 21 (também chamada trissomia do 21) é a causa de aproximadamente 95% dos casos observados da síndrome.

Na divisão do gameta, ocorre uma não-disjunção (um defeito de segregação de cromossomas homológos ou de cromatides-irmã, resultando na produção de gâmetas com mais ou menos material genético que o normal) meiótica. Originando, em todas suas células, três copias de todos os genes do cromossomo 21.

Translocação Robertsoniana



O braço longo do Cromossoma 21 liga-se topo a topo com outro cromossoma acrocêntrico (cromossomas 13, 14, 15, 21 ou 22), podendo haver assim variabilidade na região extra. A mutação pode ser uma mutação de novo e pode ser herdada de um dos progenitores que não apresenta a doença, pois tem uma translocação Robertsoniana equilibrada. Por disjunção normal na meiose os gametas são produzidos uma cópia extra do braço longo do Cromossoma 21.

As translocações ocorrem quando uma parte de um cromossomo se separa do mesmo e se liga a uma parte de um outro cromossomo não homólogo. Pode ser de dois tipos:

· Simples: Quando só um cromossomo "perde" uma parte para um outro não homólogo.

· Recíproca: Os segmentos são trocados entre dois cromossomos não homólogos.

Esta é a forma hereditária da Síndrome de Down, já que a translocação, normalmente, ocorre no pai ou mãe da pessoa com trissomia. Neste caso, o pai ou mãe é um portador equilibrado da translocação, com 45 cromossomas, sendo um deles a fusão de um 14 e um 21.

Quando ocorre a meiose, o cromossoma translocado (t(14,21)) se emparelha com o cromossoma 14, enquanto que o cromossoma 21 fica sozinho. Assim, podem ocorrer quatro tipos de gameta, com quatro tipos diferentes de fecundação:

· Gametas com um cromossoma 14 e um cromossoma 21, neste caso o filho terá genótipo normal

· Gametas com um cromossoma 14 e nenhum 21, neste caso o feto não será viável

· Gametas com um cromossoma t(14,21) e um cromossoma 21, neste caso o filho terá a Síndrome de Down por translocação, com cariótipo 46, XX, -14, +t(14,21) ou 46, XY, -14, +t(14,21).

· Gametas com um cromossoma t(14,21) e nenhum 21, neste caso o filho terá fenótipo normal, sendo, porém, portador da translocação.

Esta é a causa de 2 - 3% das síndromes de Down observadas. É também conhecida como "síndrome de Down familiar"

Cromossoma acrocêntrico: É um cromossoma no qual o centrômero se localiza próximo a uma das extremidades. Os cromossomas acrocêntricos humanos são: 13, 14, 15, 21 e 22.

Mosaicismo

Um indivíduo pode ser um mosaico de células com arranjo genético normal e células com trissomia 21. Esta é a causa apontada em 1 - 2% dos casos analisados de síndrome de Down.

Isto pode acontecer de duas maneiras:

· Uma não-disjunção numa divisão celular durante as primeiras divisões do zigoto, ficando assim essa célula com uma trissomia 21, dando origem a mais células iguais a si nas divisões seguintes e as restantes células permanecendo normais;

* Um zigoto ou embrião com síndrome de Down sofrer uma igual mutação, revertendo assim as células para um estado de euploidia, isto é, correto número de cromossomas, que não possuem trissomia 21.

Note-se que é provável que muitas pessoas tenham uma pequena fração de células aneuplóides, isto é, com número de cromossomas alterado.

Euploidia: Envolve alterações em lotes inteiros de cromossomos e não somente em alguns cromossomos.

Quais são suas características?

Uma pessoa com a síndrome pode apresentar todas ou algumas das seguintes condições físicas: olhos amendoados, olhos com formas diferenciadas devido às pregas nas pálpebras, uma prega palmar transversal única (também conhecida como prega simiesca), dedos curtinhos, fissuras palpebrais oblíquas, ponte nasal achatada, língua protrusa (devido à pequena cavidade oral), pescoço curto, pontos brancos nas íris conhecidos como manchas de Brushfield, membros pequenos, espaço excessivo entre o hálux e o segundo dedo do pé,uma flexibilidade excessiva nas articulações, tônus muscular pobre, defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites recorrentes, apneia de sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide. Outra característica frequente é a microcefalia, um reduzido peso e tamanho do cérebro

Tônus Muscular Pobre/Hipotonia: Acontece quando a quantidade de tensão ou resistência ao movimento em um músculo está anormalmente baixo, geralmente envolvendo redução da força muscular.

Defeito cardíaco congênito: É um defeito na estrutura do coração e grandes vasos de um recém-nascido. A maior parte dos defeitos cardíacos ou obstruem o fluxo sanguíneo no coração ou vasos sanguíneos perto dele, ou faz com que o sangue flua em padrão anormal, embora outros defeitos afetando o ritmo cardíaco também possam ocorrer. Os defeitos cardíacos estão entre os defeitos de nascimento mais comuns, e são uma das principais causas de morte relacionadas à defeitos no nascimento.

Doença de refluxo gastroesofágico: Consiste no refluxo de conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago.

Otites: Inflamações no ouvido.

Apnéia obstrutiva do sono: É uma doença crônica, evolutiva, com alta taxa de morbidade e mortalidade, apresentando um conjunto sintomático múltiplo que vai desde o ronco até a sonolência excessiva diurna, com repercussões gerais hemodinâmicas, neurológicas e comportamentais.

Disfunções da glândula tireóide: Doenças da glândula tireóide.

Manchas de Brushfield: São pequenos pontos brancos presentes na periferia da íris do olho humano devido a uma agregação de um elemento normal da íris (tecido conjuntivo). Estes pontos são normais em crianças, mas também são uma característica da síndrome de Down.


Existe um tratamento para acabar com a doença?

Não, mas existem vários aspectos que podem contribuir para um aumento do desenvolvimento da criança com síndrome de Down.

Uma intervenção precoce na aprendizagem, monitorização de problemas comuns como a tiróide, tratamento medicinal sempre que relevante, um ambiente familiar estável e condutor, práticas vocacionais, são alguns exemplos. Por um lado, a síndrome de Down salienta as limitações genéticas e no pouco que se pode fazer para sobrepô-las; por outro, também salienta que a educação pode produzir excelentes resultados independentemente do início. Assim, o empenho individual dos pais, professores e terapeutas com estas crianças pode produzir resultados positivos inesperados.

As crianças com Síndrome de Down frequentemente apresentam redução do tônus dos órgãos fonoarticulatórios e, consequentemente, falta de controle motor para articulação dos sons da fala, além de um atraso no desenvolvimento da linguagem. O fonoaudiólogo será o terapeuta responsável por adequar os órgãos responsáveis pela articulação dos sons da fala além de contribuir no desenvolvimento da linguagem.

Os cuidados com a criança com S.D. não variam muito dos que se dão às crianças sem a síndrome. Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança comece a fazer sozinha, espontaneamente e devem estimular os seus esforços. Devem ajudar a criança a crescer, evitando que ela se torne dependente; quanto mais a criança aprender a cuidar de si mesma, melhor condição terá para enfrentar o futuro. A criança com S.D. precisa participar da vida da família como as outras crianças. Deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito e naturalidade. A pessoa com S.D. quando adolescente e adulta tem uma vida semi-independente. Embora possa não atingir níveis avançados de escolaridade pode trabalhar em diversas outras funções, de acordo com seu nível intelectual. Ela pode praticar esportes, viajar, frequentar festas, etc.

Como estimular a aprendizagem das crianças com essa síndrome?

O aluno com Síndrome de Down apresenta dificuldades em decompor tarefas, juntar habilidades e ideias, reter e transferir o que sabem, se adaptar a situações novas, e, portanto todo aprendizado deve sempre ser estimulado a partir do concreto necessitando de instruções visuais para consolidar o conhecimento. Uma maneira de incentivar a aprendizagem é o uso do brinquedo e de jogos educativos, tornando a atividade prazerosa e interessante. O ensino deve ser divertido e fazer parte da vida cotidiana, despertando assim o interesse pelo aprender. No processo de aprendizagem a criança com Síndrome de Down deve ser reconhecida como ela é, e não como gostaríamos que fosse. As diferenças devem ser vistas como ponto de partida e não de chegada na educação, para desenvolver estratégias e processos cognitivos adequados.




Fonte:

* http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?391

* http://pt.wikipedia.org/wiki/síndrome_de_down


Beijos e ate a próxima ;)
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